Rota da Fórnea. Corrigindo rota dos aromas, pedras e Fórnea.
Os primeiros raios de sol, espantam a noite, e o aparecimento do novo dia dá lugar ao canto dos pássaros madrugadores. Fez-se luz, e o dia surge brumaceiro e invulgarmente frio, húmido e pálido. Mas depressa ganha forma e espanta a alvorada. Lentamente, o céu foi clareando, e as cores regressaram timidamente ao mundo, mas sem chegarmos ver o Sol. O cinzento desbotado transformou-se, e a neblina da manhã suavemente vai deixando o verde manchado por finos raios de luz pálidos.
A hora prevista, saímos de autocarro, não como habitualmente completo, mas perto de 35 caminheiros, dispostos a derramar o seu suor em favor de uma causa: conhecer caminhando.
“hay momentos mágicos y inolvidables, que quedaran grabados para siempre en nuestras memorias. Muchos de esos momentos son de felicidad”. Juan Rafael Prado
É desta forma que Juan Prado fala do que sente e da felicidade quando trilha um caminho. Fala como se o caminho fosse veias que percorrem o seu corpo e o onde o seu sangue fervilha numa mistura de adrenalina, a cada passada que pisa.
O nome desta rota por si já é muito sugestivo. Mas, vou separar esta rota em três partes distintas.
Um SANTO E FELIZ NATAL para toda a Familia ANDAR e seus AmigosEstamos certos que o Pai Natal ainda que com pacotes mais pequenos não deixara de a todos presentear com:
PAZ, AMOR, SAUDE, FELICIDADE e tudo o mais que cada um desejar.
O psicanalista afaga a grisalha barba e após alguns segundos de silêncio, surge a resposta.
- Analisando a o seu comportamento e achando a solução mais adequada para a resolução do problema, aconselho a inscrever-se numa das caminhadas do Andar.
- Mas como doutor, se nestes últimos meses a metrologia tem-nos dado água pelas barbas.
- Não desespere, tem aqui, o contacto do mais alto dignitário para as questões da metrologia.
- Obrigado doutor. Parti, apertando aquele pedaço de papel como se fosse à resposta para a salvação da raça humana.
Após longas negociações com a mais alta individualidade do tempo, finalmente se chegou a um acordo, senão histórico não ficará muito longe disso. É certo que as esfoladelas nos joelhos iam deixar marcas. Bom, promessas são promessas e não é para se quebrar.
Quem disse que os sábados são todos iguais? No dia 7 de dezembro do ano da graça de dois mil e treze, o ANDAR, contrariou essa afirmação.
O dia estava quente e sem nuvens, o céu de um azul profundo. Quando a leve brisa soprava, conseguia-se cheirar os ricos odores da carqueja e da terra, misturados com tojos e ervas rasteiras.
O monte projetava-se por cima do denso emaranhado de floresta rasteira, erguendo-se solitário, deixando ver ao longe as montanhas num azul acinzentado, tocadas pela geada noturna e mescladas pelo sol numa paleta infinita. A vista do topo do monte era abrangente, mas o que atrai era a grande torre que emergia ereta da terra, no fim da grande cicatriz aberta pela força das máquinas. Diante dos nossos olhos o monstro de betão, silencioso, com uma altura de cerca de 50 metros, espiava os nossos passos e brincadeiras, outros tempos virão, em que espiará para nós o estado do tempo e a sua evolução e antecipará os fenómenos meteorológicos extremos (chuva, vento, neve, granizo).